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  • Patrícia Rônel

O Impacto da Transformação Digital com as Novas Tecnologias, para o Cenário Global

Atualizado: 9 de Nov de 2020

Tenho estudado a respeito das Novas Tecnologias Emergentes. Atuante nos setores da Educação, Ciência e Tecnologia. Segmentos como Siderurgia: metalurgia, materiais e mineração. Mobilidade: indústria automobilística, naval, ferroviária e aeroespacial. Criogenia e Células-tronco. São 10 anos lidando com comunicação organizacional/social, dentro de modelos de negócios com conteúdos “futurísticos”.


Gosto de analisar linguagens e ecossistemas, para produção de leads qualitativos. Sou uma profissional híbrida, entusiasta pela nova economia, cultura da inovação (Indústria 4.0), millennial, digital nativa e player, rumo à Sociedade 5.0.


Estou tendo a honra de aprender com profissionais referências, ícones do setor e tudo isso, Graças! À necessidade de capacitação em território nacional. Desta vez, venho compartilhar um conhecimento agregado durante o Programa de Imersão em Transformação Digital - Novas Tecnologias oferecido pela Digital House Brasil - Coding School. São elas:


  • RPA: Robot Process Automation

  • Realidade Virtual e Aumentada

  • IoT: Internet das Coisas

  • Inteligência Artificial

  • Cibersegurança

  • Blockchain e Criptomoedas

  • Computação Quântica

  • ChatBots

  • Machine Learning VS Deep Learning

  • Smart Contracts


O que falar dos professores?


“Diretor Acadêmico na Digital House Brasil, Organizador da Social Media Week São Paulo, Editor e Tradutor do WordPress.com para o Brasil, Colunista do ProXXima, Diretor da ABP (Associação Brasileira de Propaganda) e Conselheiro da ABRADi (Associação Brasileira de Agentes Digitais).

Formado em Processamento de Dados pela Universidade Mackenzie, com pós-graduação em Tecnologia da Informação Aplicada a Negócios pela FASP, trabalha no mercado de tecnologia desde 1990.” - Edney Souza (InterNey)

José Fermoso: “Desenvolvedor especialista em dispositivos móveis Android e iOS, com vasta experiência em multinacionais, PMEs e startups. Trabalhou na Globant, IBM, Whitebox e To Buy. Foi assistente na disciplina de Técnicas Avançadas de Programação na UTN. Atualmente, ele é coordenador dos cursos Full Stack Web Development, Mobile Android Development e Mobile iOS Development na Digital House.”

Darío Susnisky: “Engenheiro em informática. Por mais de 8 anos, ele lidera e acompanha vários locais e empreendimentos. Como desenvolvedor, ele é especialista em PHP e MySQL. Foi programador da Web na DigBang, ex-coordenador da área de sistemas do TECHO e atualmente é coordenador acadêmico da Digital House.”

É um privilégio poder viver neste período do Tempo, dentro da História da Humanidade, com a oportunidade de aprender com “OS” profissionais pioneiros e precursores a respeito da Transformação Digital no Brasil e no Planeta Terra.


O que torna a minha jornada mais prazerosa, é poder compartilhar o conhecimento com vocês, leitores. Afinal, juntos, compomos à sociedade.

Imaginem que, enquanto escrevo este artigo, estou contribuindo, também, para a minha aprendizagem. Então, vejamos:


TECNOLOGIA: A palavra que parece estar no centro do universo digital. No entanto e, com muito cuidado, pois, nem todas as tecnologias devem ser implementadas, em todos os tipos de modelos de negócios.


Por isso escrevo a respeito de um amplo repertório de tecnologias emergentes, atualmente disponíveis, para enriquecer os negócios digitais.


Como estas tecnologias nos afetam e que novos modelos podem ser gerados no futuro?


Temos que tomar decisões, com critérios sólidos. E com o vocabulário técnico suficiente para defender suas propostas.


Vamos estimular a inovação e aprender sobre as novas tecnologias. Focando no aprendizado e preparação para o mundo digital:


RPA: Robot Process Automation - Automatização Robótica de Processos


A Automatização Robótica de Processos é uma alternativa interessante para iniciar processos de digitalização, tornando-os mais eficientes e menos propensos a erros. Isso nos fará ganhar tempo para os funcionários executarem tarefas que geram maior valor agregado.


Automatizar processos, com o auxílio da tecnologia robótica, gera benefícios tangíveis, como redução de custos, incremento da produtividade, aquisição de novas capacidades, incremento da qualidade, segurança e conformidade de dados aprimorados, implementação fácil e rápido retorno do investimento.



Frases que Inspiram:

"Tudo o que pode ser automatizado será automatizado." - Robert Cannon Stanford.

Realidade Virtual e Aumentada


As aplicações de Realidade Virtual e Aumentada, já nos permitem novas e interessantes formas de interagir com o que vemos ao nosso redor e como nos conectamos com o mundo. Aplicativos que permitem que você utilize a câmera do celular, para ver como ficará ao utilizar determinado produto/serviço que tenha interesse. De preferência, antes de você, efetivamente, comprar o produto ou serviço.


Realidade Virtual X Realidade Aumentada


Nós, seres humanos, vivemos na realidade física. Aprendi em uma aula de “Experiência como base de integração do marketing” -, com minha Professora/Instrutora: Martha Gabriel Phd - que temos a REALIDADE MISTA, onde, resumidamente, é o ONLINE e OFFLINE trabalhando juntos. Um conceito de Paul Milgram, sobre um processo contínuo entre on/off. Num extremo, temos a REALIDADE REAL (nada digital, nada imaginária). Que fique claro que o extremismo não existe, mas seria o ponto máximo!


Do outro lado, temos a REALIDADE VIRTUAL (que seria a Matrix). Também não temos, totalmente e somente, o digital. Conforme se mesclam, entre um extremo ao outro, pende-se para um lado ou mais, para o outro.


Já a REALIDADE AUMENTADA, é o uso digital para aumentar a minha realidade física. E o que é a VIRTUALIDADE AUMENTADA? Quando uso físico para minha história digital.


O Pokémon Go, por exemplo, tem mais relação à virtualidade aumentada do que com a realidade aumentada. Ver como ficará seu look em dispositivos em lojas, por exemplo, é a realidade aumentada, já que se utiliza do digital para melhorar a experiência do consumidor.








Frases que Inspiram:

“A realidade virtual é como sonhar com os olhos abertos.” - Brennan Spiegel - Diretor de Pesquisa em Saúde do Centro Médico Cedars-Sinai.


IoT: Internet das Coisas


Vamos imaginar um mundo onde tudo está conectado. Onde objetos e internet, dialogam constantemente. Este é o universo da “Internet das Coisas” ou “IoT”. Neste tour, vamos analisar o seu aparecimento, quais são seus benefícios e como podemos aplicá-la aos negócios, combinando diferentes tecnologias.


Os anos 90 marcaram o início da era do computador pessoal, “em cada mesa, em cada casa”, como o Bill Gates tinha previsto. Com o lançamento do Iphone, em 2007, Surgiu a ideia de “um smartphone em cada bolso”, algo que é uma realidade hoje em dia. Atualmente, entramos em uma nova fase, que é a conexão à internet em tudo. Ou seja, máquinas, casas, aparelhos, veículos, luzes e até mesmo, pessoas.


O conceito de internet das coisas, refere-se ao uso de tecnologia e sensores para dar “vida” aos objetos e coletar informações sobre eles, através de uma conexão. Com a “IoT”, os sistemas são conectados entre si, com informação de sensores e fatores externos. Desta forma, são chamados os "sistemas de sistemas” que fornecem informações valiosas aos usuários e permite a automação de processos ou serviços. Isto consiste em interligar ativos, com aplicações ou sensores e outras fontes de informações, para que o usuário possa ter visibilidade do ativo e combinar a informação com outros dados de interesse. A chave aqui é usá-los para tomar decisões em tempo real (otimizar processos).


Trata-se de um conceito muito amplo que pode ser aplicado em muitos aspectos da vida pessoal, cidades, conhecidas como “smart cities” e segmentos diversos, nas diferentes indústrias. Já encontramos no campo, na saúde, nas fábricas, construções, transportes e logística.


Nos negócios, a Internet das Coisas refere-se a sistemas distribuídos, compostos por “A Coisa”, ”O Sensor”, “A Rede”, “A Plataforma” e “O Usuário”. Sendo “o usuário”, sendo uma pessoa ou uma outra coisa. Vamos analisar cada um destes elementos, tomando como exemplo, uma lâmpada inteligente, que pode mudar de cor.


Primeiro, temos “a coisa”, neste caso, “a lâmpada”, A lâmpada tem um sensor, que nos permite saber se está ligada, qual cor de luz podemos acionar e, até mesmo, a graduação de brilho. Esta mesma lâmpada tem que estar ligada a uma rede, que é a forma como o sensor se comunica com “a coisa” e com a plataforma.


Neste caso, a comunicação pode estar online, quando o aplicativo no celular ativa a lâmpada, por exemplo. Também pode funcionar offline. Se imaginarmos que podemos colocar um timer ou sensor, para ativar as luzes durante a noite.


Como notamos, tais comunicações podem ser, constantemente, online ou uma mistura, entre online e offline. O dispositivo ainda pode fornecer informações ou transmitir dados/instruções e a rede pode ser pública ou privada.


Quando pensamos em diferentes formas de comunicação do sensor, com a plataforma, encontramos comunicações celulares como “3G” e “4G” e redes de baixa potência como “Bluetooth” ou "wi-fi".


A rede também considera os cuidados com segurança para transmissão dos dados. “A plataforma” é o meio pelo qual os dados do sensor, sobre as coisas em análise, chegarão. Afim de combiná-lo com outras fontes de dados e devolver ao usuário, na forma de informações relevantes para a tomada de decisão.



No caso da lâmpada, a plataforma poderia ser um sistema de “software” em nuvem. Responsável por armazenar, processar e distribuir todas as informações.


Uma plataforma deve ter certas características, como: disponibilidade 24 por 7 (funcionar o tempo todo) e oferecer uma SLA de 99,9% (que é a garantia de que vai estar funcionando quase sempre).


E terceiro, deve fornecer informações sobre “a coisa”: identificar padrões, fornecer atualizações, oferecer notificações e manter um histórico de toda informação. Deve também oferecer, a possibilidade de integrar os dados com fontes externas ou outros sistemas.


Por fim, identificamos “o usuário”. que neste caso, é o proprietário da lâmpada e não é, necessariamente, o usuário que sempre adquirirá, a solução de IoT, mas também, as diferentes áreas de negócio, que precisam usar a tecnologia para o desenvolvimento do trabalho diário.


Vamos analisar o estudo de caso implementado pela “QUADMINDS” - uma empresa especializada no fornecimento de soluções baseadas em IoT.


Uma empresa de “vending machines” precisava conectar suas máquinas, localizadas em escritórios ou espaços públicos, para conhecer o status e as necessidades delas, em tempo real.


O primeiro passo, foi ouvir a necessidade do negócios.


1. Garantir, dentro do prazo, o reabastecimento das máquinas de café.

Não poderia chegar antes, como a visitas sem substituição, nem mais tarde, como a quebra de estoque. O que poderia significar uma perda de vendas.



2. Queriam descobrir como saber se a máquina estava operacional.

Obviamente, uma máquina não operacional também significava vendas mais baixas.


3. Era necessário otimizar a logística de visitas diárias.

Como identificar a rota mais curta? Como economizar custo de transporte e logística?


4. Eles também estavam interessados em entender os padrões de consumo.

Como o estoque de suprimentos, como café, açúcar, leite ou copos, estavam evoluindo em cada uma das máquinas.


5. Finalmente, a última preocupação em ter o controle do ativo fixo, especificamente, a rastreabilidade da máquina de venda automática.

Como essa solução foi implantada? Em primeiro lugar, os sensores foram colocados em cada uma das máquinas de venda automática, identificadas em um mapa, para possibilitar sua rastreabilidade e organizar as visitas dos técnicos de maneira otimizada. Assim, cada máquina começou a enviar alertas sobre o seu status e estoque disponível.


Em seguida, para conhecer o estoque de cada máquina, foi conectada uma placa com software, para processamento e comunicação local. A comunicação foi realizada através de uma rede de baixa potência chamada “sigfox”.


Para otimizar os orçamentos das visitas diárias foram consideradas diferentes variáveis, que permitia localizar, qual rota era a mais curta, a fim de economizar custos de transporte e logística.


Na plataforma, por outro lado, a função de utilização foi atualizada para entender os padrões de consumo. A evolução do estoque de entrada e para conhecer as curvas de consumo.


Finalmente, para ter controle das máquinas de venda automática e conseguir rastreabilidade. Foi resolvido que a placa sensora, deveria ter autonomia para transmitir sua posição em caso de perda de energia.


Neste caso é possível entender como a “IoT” pode ser aplicada em uma máquina de venda automática, ao uso diário e um tipo de produto que parece imutável, mas a “IoT” nos motiva a repensar o negócio, incorporando sensores e conectando equipamentos antigos, a sistemas novos. É possível sofisticar e inovar em todo o tipo de negócio.

Então, que vantagens a “IoT” nos traz?


Primeiro, o controle de ativos e processos. Além disso, “Iot” permite que você tenha uma melhor experiência ao cliente. Outra característica, é a redução de risco e finalmente, “IoT” permite uma melhor tomada de decisões.


Quais são os passos para implementar um projeto de “IoT” com sucesso?

Em primeiro lugar, devemos contemplar um plano de inovação, que pode ser diagramado por uma equipe de especialistas em inovação e tecnologia, que conhece as necessidades da empresa e as tecnologias disponíveis no mercado.


Segundo, devemos escolher um provedor. É essencial selecionar um fornecedor certo, que já tem a solução estruturada, com as quais podemos projetar a solução e as etapas de implementação. O mais importante, é alinhar um treinamento de adaptação da equipe a novas formas e ferramentas.


Terceiro passo, é a implementação da solução. A implementação em pequenas etapas, será a chave para o sucesso.


E finalmente, temos de integrar os sistemas, dados e sensores. A aplicação da “IoT” é infinita e permite que as empresas se tornem mais inteligentes.


As empresas que conseguem se transformar digitalmente, graças ao uso da “IoT”, não só serão capazes de monitorar processos, mas também, controlá-los, otimizá-los e, finalmente, automatizá-los. Dessa forma, os recursos serão concentrados na melhoria contínua, e não apenas, no cumprimento de tarefas operacionais, que poderiam ser melhoradas com a tecnologia, em um mundo onde tudo está interligado, os equipamentos e produtos, falando diretamente com os negócios, são a fronteira mais recente e, ainda, cheia de possibilidades para explorar.


Entenda os usos da IoT para diferentes setores:



LIXO:

- Monitoramento digital do sistema de resíduos.

- Benefícios no rastreamento das melhores rotas de coleta e detecção de necessidades de limpeza urbana.

COMPRAS:

- Compras inteligentes com monitoramento automático e ao vivo do estoque adquirido.

- Benefícios reduzindo o tempo e a conveniência da compra, tendo apenas de levar

os produtos que são debitados automaticamente automaticamente

DOMÉSTICA:

- Implementação em aplicações, segurança e energia.

- Benefícios em tornar a vida mais fácil e mais conveniente

SAÚDE:

- Gerenciamento de redes de emergência.

- Benefícios de melhorar serviços e tempos críticos de resposta.

LOGÍSTICA:

- Carros públicos conectados e transporte.

- Benefícios ao otimizar rotas, relatórios de acidentes, gargalos e também obter

menos poluição ambiental.


Frases que Inspiram:

Os smartphones foram uma grande revolução, a Internet das Coisas será uma revolução ainda maior.” - Tyson Tuttle - CEO da Silicon Labs.

Inteligência Artificial:

“Quanto mais dados e informações tivermos, melhor a inteligência artificial que podemos construir. Com eles, você pode fornecer uma experiência mais personalizada aos clientes e até antecipar o futuro fazendo análises preditivas. As tendências indicam que isso não é uma moda passageira, mas é algo transcendental e fundamental para nossos negócios.”

Na figura abaixo, podemos compreender os usos da Inteligência Artificial em diferentes áreas e setores da Sociedade:



POLÍTICA E GOVERNO

  • Campanhas segmentadas.

  • Acompanhamento da opinião pública.

  • Antecipe falhas e manutenção da infraestrutura.

SEGUROS

  • Identificação de riscos.

  • Preços personalizados.

  • Suporte ao cliente.

CASAS INTELIGENTES

  • Assistentes pessoais.

  • Pedido automático de mercadorias.

  • Segurança em casa.

  • Controle de luz e temperatura.

AGRICULTURA

  • Colheitadeiras robóticas.

  • Visão computacional para monitorar a saúde das culturas e do solo.

  • Análise preditiva de impactos ambientais nas culturas.

TRANSPORTE

  • Redução dos tempos de viagem analisando o tráfego.

  • Aplicativos de compartilhamento de viagens - preços, previsão da cadeia de suprimentos.

  • Veículos autônomos.

ESPAÇOS COMERCIAIS

  • Lojas sem dinheiro.

  • Espelhos virtuais.

  • Análise de pegada e otimização de armazéns.

COMUNICAÇÃO

  • Filtros de spam em e-mails.

  • Sugestões de resposta em texto e e-mail.

  • Tradução em tempo real.

  • Análise de emoções.

LUGAR DE TRABALHO

  • Robótica na fabricação.

  • Controles de segurança automatizados em fábricas.

  • Transporte autônomo.

  • Melhorando o recrutamento.

  • Folhas de ponto automatizadas.

Cibersegurança:


A transformação digital introduziu a necessidade de expandir os limites da segurança digital ou Cibersegurança. Tornando a detecção e controle de vulnerabilidades muito mais complexas, devido a grande variedade de pontos de ataque.


Consciente disso e considerando que não há transformação digital - sem Cibersegurança - as organizações também iniciaram um profundo processo de transformação dos serviços internos, de detecção, controle e resposta.


Os riscos associados à Cibersegurança, estão hoje entre as principais preocupações dos executivos de todas as empresas. Neste sentido, os setores críticos, como energia ou petróleo, enfrentam certas peculiaridades que maximiza a necessidade de proteção. Há alguns anos atrás, não acreditávamos que uma vulnerabilidade em um PC, no local de trabalho, pudesse causar uma parada de uma termelétrica ou de uma refinaria.


Hoje, sabemos que a hiperconectividade e as necessidades de negócios eliminaram o isolamento das redes industriais, dando origem a essas ameaças. Da mesma forma, as informações - um dos ativos mais importantes das empresas - são armazenadas e transmitidas de uma maneira muito mais descentralizada, para fora das organizações.


O que implica que não é mais suficiente ter apenas uma excelente proteção dos Servidores centralizados, mas precisamos conscientizar todos os colaboradores, para que eles façam parte do sistema de proteção. Na maioria das empresas, os processos de Cibersegurança, são imaturos e devem ser ajustados.



Para auxiliar na investigação de riscos, existem testes, como: teste de intrusão ou pentest. Ele é um retrato do atual estado da organização, em relação às vulnerabilidades em seus sistemas de informação. Porém, esses testes começam a se tornar obsoletos, devido a dinâmica e agilidade, como são feitas mudanças na infraestrutura tecnológica ou nos componentes de software, dentro de uma organização.

Para lidar com essa velocidade de mudança, é importante incorporar profissionais novos, como: Dev SecOps, que trabalha a segurança da informação, integrado em todos os ciclos e níveis de aplicações da empresa e também, o CISO (Chief information Security Officer), o chefe da segurança da informação. Este profissional deve promover controles mais ágeis em diferentes partes dos processos tecnológicos, tais como processo de desenvolvimento de software e adoção de nuvem, além de promover automação de processo de controle e, acima de tudo, ser um propagador da Cibersegurança, dentro da organização,


Alguns dos principais pontos de vulnerabilidade, atualmente, incluem: o fator humano. Erro, engenharia social, má fé. As pessoas, infelizmente, são o elo mais fraco dessa cadeia. Devido a características humanas, como sentimentos, humores, preferências e a forma como expomos publicamente toda a nossa informação.



Outro fator, é a garantia de qualidade entre novas soluções e tecnologias. Muitas soluções inovadoras, nem sempre foram testadas, exaustivamente, contra invasões e também, a Cibersegurança de terceiros, nossos fornecedores e outros parceiros. Eles são o possível vetor de entrada de softwares espiões ou vazamento de dados.



Temos ainda, a governança de novas tecnologias e a atualização de infraestrutura tecnológica. Ataques persistentes intencionais, como denial of service (dos) ou negação de serviço, onde milhares de computadores tentam derrubar o servidor da empresa e ataques maciços tão direcionadas, como Ransonware, que bloqueia o computador e pede o resgate para você ter acesso novamente aos dados.


Além disso, com a “LGPD” (lei geral de proteção de dados) qualquer vazamento de dados de clientes ou usuários, devem ser comunicadas publicamente. Ou seja, sem Cibersegurança, sua marca pode sofrer uma crise de confiança grave no mercado, quando um vazamento for anunciado. Por isso, as formas de proteção devem ser amplas e integrar diferentes especialidades. A equipe de Cibersegurança nunca conseguirá cobrir todos os pontos de ataques existentes. Eles são facilitadores, pois a segurança é uma responsabilidade de toda a organização.


Frases que Inspiram:

“Existem apenas dois tipos de empresas: aquelas que foram invadidas e as que serão.” - Robert Mueller - ex-Diretor do FBI


Blockchain e Criptomoedas


Você já deve ter ouvido falar a respeito de “Bitcoin” ou de “Criptomoedas”. Mas e quanto ao Blockchain? Trata-se da tecnologia por trás do Bitcoin. Vamos tentar compreender o que o Blockchain tenta resolver.


O primeiro problema é a rastreabilidade. Imagina um conjunto de operações financeiras, de estoque ou histórico médico de um paciente. Logicamente, gostaríamos de ver um registro inalterável, porém, acessível para verificar essas operações.


Segundo problema: centralização. A maioria dos sistemas de computadores são gerenciados através de um servidor que processa e armazena tudo que acontece. O problema é que com isso temos um ponto central de falha. Se o servidor falhar, todos os sistemas falharão! A menos que tenhamos servidores adicionais.


Suponha que conseguimos descentralizar o sistema. Ou seja, temos uma rede de muitos computadores, onde nem todos têm, necessariamente, o mesmo proprietário. Que estejam trabalhando juntos para fazer o sistema funcionar. Neste cenário, teremos muitos servidores processando e armazenando informações.


O terceiro problema que aparece nesses casos, é que cada servidor pode estar processando operações diferentes e a uma situação de desconfiança. Como sabemos qual dos servidores tem um histórico real? Conhecido como o problema do consenso, nada fácil de resolver. Um problema que tem acompanhado a computação por muitos anos.


Curiosamente, em 2008, uma pessoa ou grupo de pessoas, por trás do codinome Satoshi Nakamoto, publicou o artigo chamado ``Bitcoin: a User to User Eletronic Cash System (em tradução livre, Bitcoin: um sistema eletrônico de dinheiro ponto a ponto)” que resolve os três problemas mencionados, de uma só vez.


O documento propôs um sistema descentralizado para as operações financeiras. Ou seja, um sistema de contabilidade tradicional, onde se faz transações e no final do dia, cada usuário tem um saldo.