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  • Patrícia Rônel

Qual a Relação da Inteligência Artificial X Emoções Humanas X Evolução da Espécie Humana?


Antes de adentrar ao universo da Inteligência Artificial e Emoções Humanas, quero desmistificar um problema sério, existente na sociedade.


Ao perguntarmos às pessoas, de maneira generalista mesmo, o que elas sabem a respeito da inteligência artificial, muitas, irão imaginar (imediatamente) no “Exterminador do Futuro”. Basicamente, que vamos ser dominados pelas máquinas ou então, uma outra vertente, diferente a esta, é a analogia ao “Homem Bicentenário” (outro clássico dos cinemas) - um robô (fofo demais) - que vive muito e quer se transformar em um ser humano.


Então, o que observamos? Existe uma polarização. Alguns dizem que existe um cenário onde as máquinas vão dominar tudo. Já outros, dizem que as máquinas vão servir a gente para todo o sempre.


Na realidade, quando falamos em cenários complexos: as máquinas servirem a gente para sempre, é UTOPIA e a gente, virar escravo das máquinas é DISTOPIA ( “Matrix” e “Exterminador do Futuro”, por exemplo). Normalmente, o futuro fica no meio termo entre a utopia e a distopia.


Isso não só falando em inteligência artificial, mas em relação a todos os futuros, de cenários preditivos, a gente acaba criando caminhos que estejam no ponto de equilíbrio entre ambos. Para tentar eliminar os riscos da distopia e aproveitar as oportunidades da utopia. Portanto, o nosso futuro, não deve ser pautado 100%, em um ou 100%, no outro.

Mas porquê é tão importante entender a respeito da inteligência artificial?


O futuro, a gente cria no presente. Nós, somos responsáveis HOJE, pela criação da inteligência artificial, que vai nos acompanhar ao longo dos anos e de acordo com a evolução da espécie humana, de agora em diante. É provável que em 40 anos, a AI esteja nivelada ao humano. Ou seja, a humanidade estará misturada entre as máquinas. Cada vez mais, misturados em vários graus, mas existe um caminho a ser percorrido até a IA ser evoluída a uma superinteligência (movimento transumanista).


Quando chegarmos neste momento, em que a IA chegar num nível geral e, a partir daí, teremos a superinteligência, é o que é chamado de SINGULARIDADE TECNOLÓGICA. A singularidade na Astronomia, é quando você está chegando perto de um buraco negro e ele começa a atrair a matéria num grau, que todas as leis da física não valem mais. E você não sabe o que acontece. Então, baseado neste conceito da Física, o que seria a Singularidade Tecnológica? Quando chegarmos na inteligência artificial, nível geral, ela tão rapidamente evolui, que nenhuma das regras que temos hoje vale e nós, não temos noção de como será a humanidade.


São estas incertezas, que trazem tanta insegurança em relação à inteligência artificial, que a humanidade se preocupa.


Na realidade, o que esperamos, é que nem a distopia ou a utopia aconteça, queremos que todos façam parte desta discussão para que um caminho de IA seja pavimentado, que chegue lá na frente, JUNTO com a gente. De forma alinhada , complementar, como: colaboradores e recursos auxiliares em nosso dia a dia.


Ao utilizar tais tecnologias, você começa a ampliar o seu cérebro a ter visão das máquinas. Se estas máquinas vão chegar num grau de inteligência igual ao cérebro humano, a nossa inteligência tem que acompanhar e utilizar isso para que a gente consiga estar na mesma curva.



Atualmente, temos máquinas inteligentes, mas não tão inteligentes. No entanto, são extremamente boas no que fazem. Este é o PETER. um dos robôs mais famosos do mundo, popularmente falando, encontrado em “Feiras de Tecnologia”. Uma excelente solução para o atendimento ao cliente. O Peter é um CHATBOT, com funcionalidades de corpo. Ele dança, faz imitações, dá explicações, etc.


Em termos de custos, há 4 anos atrás, ele custava, em média, US $450 dólares por mês (menos que um estagiário para fazer trabalhos humanos e não repetitivos). É a mesma coisa que ter um software como serviço, também podemos ter máquinas/robôs como serviço. Podemos alugar este serviço e outros existentes, como tradutores.


Se pensarmos na pirâmide de evolução, temos o “machine learning" no primeiro grau (visão computacional, chatbot), ou seja, a máquina aprendendo o que o ser humano aprende e agora, com a evolução dos sistemas e máquinas, é possível ter redes neurais com muito mais camadas e aprofundadas, conhecido como “deep learning”, que permite ter uma precisão maior com voz, movimento, diálogo, imagens, predições, etc. Tudo criado com o “Machine Learning”.


Depois passamos para um grau de “Machine Intelligence”, que a tecnologia começa realmente a aprender, inclusive, sem dados, testa e analisa o que acontece no mundo (como o ser humano) e depois, parte para o grau de consciência, que seria, quando ela chega no nível de inteligência humana. A integração de IA, abrindo os protocolos, todo mundo colaborando, de forma responsável socialmente, a humanidade passa para um outro patamar do que é possível fazer com as máquinas.



Ao aliar a Inteligência Artificial com o Futuro do Trabalho, precisamos entender o que a inteligência faz e o que ela é. Então, o que é inteligência? (válido para o sistema humano e outros sistemas). Sistema humano, é um sistema biológico, desenvolvido por átomos. É química, moléculas. Já as máquinas, são sistemas construídos de bits e bites (cilício). Portanto, qual a conclusão?



Como falado em NEUROMARKETING, o nosso cérebro quer, o tempo todo, diminuir dor, aumentar prazer e economizar energia. É o nosso sistema biológico, tentando melhorar a nossa vida. Ao pensar num sistema digital, é basicamente a mesma coisa. O robô vai tentar processar o fluxo de informação, como fazemos, otimizar recursos, de maneira geral, energia, para se atingir o melhor resultado. Se tivermos, dois sistemas realizando a mesma coisa, porém, um faz mais rápido. Conseguiremos economizar recursos, com mais produtividade.


A gente precisa do cérebro, a parte física que processa e memória (dados). O mesmo vale para o ser humano e para as máquinas. Um cérebro muito bom, sem memória, ele não tem o que processar. Não importa se tenha uma genética ótima, cuidou do seu cérebro. Se ficar trancado em casa, sem nunca se expor a nenhum dado, sem aprender nada, não será possível processar para aprender e evoluir para outro grau.


Então, a inteligência depende disto! Por isso, quando pessoas, são expostas há muito mais coisas, adoram aprender, ler, sair da zona de conforto, experiências diversificadas, paladares diferentes, linguagens diferentes, pessoas que gostam de arriscar, estão expostas a mais dados. A criatividade está diretamente relacionada aqui. Na realidade, elas estão coletando mais dados, dados diversificados, para processar e, eventualmente, elas têm insights, porque possuem dados diferentes de pessoas que seguem o mesmo padrão.


A mesma analogia acima acontece com a IA. Você pode ter a melhor máquina do mundo, que processa super veloz, instantaneamente, excelente qualidade, não dá erro, etc. Mas sem dados, ela perde a utilidade! Por isso, o primeiro passo é ter dados.


A grande busca das empresas que querem aplicar a IA em seu benefício, é organizando dados. Levando isto para os modelos de negócios, como estão os dados da sua empresa? (não importa se é micro empreendedor ou multinacional. Independente do tamanho da empresa).


E dados de qualidade, tá?! O que adianta ter cliente, que tem redundância e está errado ou um mailing desatualizado. Sem a devida análise e acompanhamento. Pare e pense nos processos da sua organização, quais dados tem acesso, como gerar dados importantes, quais dados você não tem e o que você precisaria, para daí, fazer um processamento. Não é necessário ter grandes máquinas, há uma ramificação abrangente de soluções e produtos, como as clouds (armazenamentos) e já existem clouds inteligentes, que processam os seus dados, inclusive. Tanto para Chatbot, visão computacional, machine learning. Então, novamente, sem dados, não adianta.


Dados com processamento = quanto melhor o sistema que você usa o processamento, ajuda a inteligência. No ser humano (memória e pensamento).



As 9 Inteligências de Gardner, exemplificam isso. Em 1983, o psicólogo do desenvolvimento americano Howard Gardner descreve nove tipos de inteligência:

  1. Naturalista (inteligência de natureza);

  2. Musical (inteligência de som);

  3. Lógico-matemática (inteligência de números e raciocínio);

  4. Existencial (inteligência de vida);

  5. Interpessoal (inteligência de pessoas);

  6. Corporal-sinestésica (inteligência corporal);

  7. Linguística (inteligência de palavras);

  8. Intrapessoal (auto inteligência);

  9. Espacial (inteligência de imagens).



Tem gente que toca bateria, mas não dança. Canta, mas não sabe nadar. Gosta de programar, mas detesta língua portuguesa. Compreende? Pessoas possuem certas inteligências, outras, não.


A mesma analogia, acontece com a inteligência artificial e um dos ramos da AI, é o “Machine Learning”, “Deep Learning”, Análise Preditiva, processamento de linguagem natural (antes tínhamos que aprender a linguagem do computador (bits e bites), hoje, o computador, aprende a linguagem humana por meio da AI). Ou seja, o robô se expressando como seres humanos. (uma das grandes tendências para o radar de marketing e negócios). Outro ramo, seria o “SPEECH” (Falar para digitar e digitar para ouvir). Sistemas especializados, planejamento, agendamento e otimização, robótica, visão (reconhecimento de imagem e visão da máquina).



Estima-se que o período da SINGULARIDADE TECNOLÓGICA acontecerá em 2060. Mas tem toda uma caminhada até lá. A grande questão é que, se não nos unirmos às máquinas, as atividades serão descartadas. Temos como desafio, revolucionar a educação. Em 2026 é previsto que a AI escreva um texto completo por você, por exemplo.



Se você usar este tipo de ferramenta, escreverá cada vez melhor e os textos passarão para um outro patamar. Até lá, não importa se chegamos em 2060 ou se ainda estamos em 2020. O que de fato importa é: VAI ACONTECER e já está acontecendo, num ritmo super acelerado. Prepare-se, comece a utilizar. Do contrário, ficará para trás. Seja inclusivo ou esteja excluído. Simples assim!


Porque as Inteligências Artificiais e Humana, juntas, são melhores? Hoje a AI faz uma atividade por vez, muito boa para automação, grandes volumes (nenhum ser humano é capaz de processar tantos dados rapidamente), ótimo para razão, aplicar lógica (w,y,z). Já a inteligência humana, faz mais atividades por vez, tem autonomia, entende contexto, ambiguidade, pensamento crítico, pensamento complexo e emoção.



Temos que desenvolver, ao máximo, as habilidades humanas para contrabalancear com as habilidades da AI, conforme for evoluindo. Alguns pontos também são importantes, como a intuição - pessoas que são muito boas em processar sinais inconscientes - não sabem que estão ali, mas sabem que algo irá acontecer. Na realidade, acontece no cérebro, um processo, que podemos não estar cientes, para chegarmos a um resultado. Algumas pessoas desenvolvem bem sua intuição, outras, não. O que acontece quando você tem máquina? Ela consegue ver cada vez mais dados, de todos os tipos e nuances, a máquina intui melhor que o ser humano. Intuição são sistemas que fazem, predição, melhor do que qualquer ser humano.



A outra grande questão, é que existem afirmações dizendo que a grande habilidade do futuro é a criatividade. No entanto, não é possível ter criatividade, sem pensamento crítico. A criatividade, pela criatividade, só para conectar coisas, é maravilhosa. Pausa aqui! Pois, também sou artista, amante das artes e brincante da cultura popular brasileira. Refiro à forma de expressão e inquietação que colocamos no mundo, para causar sensibilidade. Mas quando nos referimos a “Negócios”, aplicando a criatividade, para gerar inovação.



Então, a criatividade, em termos de conexões (a máquina, é muito melhor que a gente). Agora que as máquinas têm o “SMART”, são muito rápidas em fazer conexões. Criam coisas novas, com muita facilidade (às vezes, não tão bem quanto os humanos, mas às vezes, melhor que os humanos).



A máquina faz "upgrade" automático. Exceto pelo robô, mas quando é software, os dispositivos são atualizados constantemente. O cérebro humano não tem a capacidade de aprender novas coisas, em segundos. Temos limitações! Por isso, é tão importante a mentalidade de trabalhar em parceria com as máquinas. Ou seja, conhecer a máquina que, em determinado momento, você está em simbiose com ela.


O que o ser humano é? Bom demais! E vamos continuar sendo, se trabalharmos esta parceria.



Humanos, devem ter o pensamento crítico, planejamento complexo e tomada de decisão para suas funções, dentro dos exercícios de suas profissões. Se você faz trabalho repetitivo e você gosta de fazer trabalho repetitivo mental também, alerta! você está em perigo! Já que a máquina vai suprir todas estas funções, daqui em diante.


Os seres humanos são bons (mesmo que relutam) à adaptação, autonomia, inteligência, habilidade lógica e “speech recognition”. Novamente, nossas características complementares.

Quando falamos em inteligência, imagine um cérebro sem o corpo, você sabe o que tem que fazer, mas não tem como fazer. E se você não alterar o mundo ao seu redor, você não consegue melhorar o mundo para você. O seu humano construiu muita coisa ao longo da civilização.



Já os robôs, são os corpos de inteligência artificial. Chamamos de robô (mistura de máquina), como no filme “Perdidos no Espaço”, da primeira versão (1998). Na atual temporada (2018), já vemos um robô com aspecto mais “humanóide”.


Quando o robô é mais “humanóide”, identificamos duas categorias (Androids & Gynoids). Sendo, Androids = robôs com características masculinas e Gynoids = robôs com características femininas. (um gênero artificial roboticamente falando). Outras distinções:

Bots = robô sem corpo. Da mesma forma que um robô, no mundo físico, irá atuar. No mundo digital, também existem os fluxos. Os bots, inteligências sem corpos, sistemas que irão atuar em outros lugares. Para exemplificar: um "Chatbot'' é um bot, robô sem corpo físico, mas ele tem uma presença de software para conversar com humanos. O recurso é necessário para que a inteligência se manifeste.


E por último, os Cyborgs = um modelo híbrido. Utiliza o cérebro humano para controlar partes do nosso corpo, que são naturais ou ao contrário, partes artificiais que o cérebro humano consegue controlar.


No filme “O Homem de Seis Milhões de Dólares”, o protagonista tem um cérebro que mantinha várias coisas, mas ele tem um corpo biônico (baseado na Biologia) e simbólico, (cérebro controla as partes do seu corpo), podendo ser biônicas ou não.


Desta forma, fica clara a miscelânea cultural rompendo barreiras de dimensões esféricas, fenomenais, de corpos e inteligências. Também existe o robô que é controlado pelo cérebro humano. Um drone, em sua maioria, não é inteligente (exceto por objetivos militares). Ao operá-lo, o drone é um robô que está sendo operado com a inteligência humana. Então, com o “mix” de Inteligência Artificial x Corpo Humano e Inteligência Humana x Corpos Artificiais fica clara a mistura entre seres humanos e máquinas. Não só fisicamente, mas principalmente, por meio das conexões Cérebro Natural x Cérebro Artificial. Ousadia aplicada pelos visionários Elon Musk e Facebook.


Independente e paralelamente a isto, nosso cérebro humano já está se conectando com “clouds”, ampliando nosso conhecimento. O cérebro humano estendido para fora das nossas cabeças de origem.


Existem pesquisas que dizem que a previsão dos robôs sociais, domésticos, que ficam na casa da gente, aumentem em 74 milhões de unidades vendidas até 2024. Com a pandemia e robótica, isto pode acelerar.



“Robô aspirador 3 em 1 da Obabox também varre e passa pano; conheça
Aparelho tem sensores para evitar obstáculos, autonomia de até 1 hora e pode funcionar até mesmo em tapetes”

Então, para onde estamos indo?


Hoje somos “Homo Sapiens”. Daqui para frente, a gente começa a ter robô. O gráfico abaixo é um estudo do Futurologista Americano, Dr. Ian Pearson. A partir de agora, começamos a nos misturar com diversas tecnologias, para chegarmos em um monte de espécies diferentes de seres robóticos.



Estas informações podem ser encontradas no livro “VOCÊ, EU e os ROBÔS: pequeno manual do mundo digital”. Um guia de sobrevivência para que qualquer pessoa consiga compreender a Revolução Digital que vivemos e os seus impactos na humanidade, nas suas mais diversas dimensões — como biológica, social, econômica — nos auxiliando a caminhar pela principal transformação humana desde o surgimento do Homo Sapiens. Também de autoria da Martha Gabriel, PhD.



Este é um cenário muito mais amplo, onde daqui, 10/20 anos estaremos na Sociedade 5.0.


Sociedade 5.0 é uma proposta de modelo de organização social em que tecnologias como Big Data, Inteligência Artificial e Internet das Coisas (IoT) são usadas para criar soluções com foco nas necessidades humanas.” - Engine ERP e Soluções de Gestão.

Caminhando com todas as tecnologias da Revolução Industrial (pavimentando um caminho até aqui), numa sociedade inteligente.



Diferenças entre Sociedade 4.0 X Sociedade 5.0:


A Sociedade 5.0 está muito direcionada ao que vemos hoje na mídia. As manifestações relacionadas à solução de problemas, criação de valor, diversidade, descentralização - somos todos iguais para contribuir com ideias. Ambientes complexos exigem equipes complexas - resiliência, sustentabilidade e harmonia ambiental. Esta, é toda uma jornada, caminhada rumo à Sociedade 5.0, totalmente centrada no ser humano e toda esta linha de raciocínio está diretamente relacionada ao Marketing.



Você entra no ser humano, entende o ser humano, cria produtos, serviços e ideias que atendam às necessidades e desejos dos ser humano. Levando à própria humanidade junto com a Inteligência Artificial ou, ao que é chamado (se tudo der certo durante o percurso), à uma sociedade “Super Smart”: onde humano e tecnologia atuam conjuntamente.



Em se tratando do Mercado, estas novas tecnologias de Inteligência Artificial, IoT (5G), Big Data, Blockchain, Robótica, Nanotecnologia, Impressão 3D e Computação Quântica, são tecnologias que estão reestruturando o Planeta Terra.


Se você está lendo este artigo, saiba que é um passo para compreender o que é a Inteligência Artificial, IoT - retomarei o assunto da Internet das Coisas quando for falar de Mobile, Ambientes Imersivos e Automação - mas a IoT é o que faz o mundo ter sensores, para dar dados ao cérebro artificial ficar inteligente, por isso o “5G” é tão importante. A IoT captura os dados, da mesma forma que os sentidos humanos capturam para a nossa memória, gera o Big Data, que é o que alimenta a Inteligência Artificial para ter processamento.


Blockchain é uma nova forma de fazer registro de transações e o ato de “viver”, são consideradas transações. Negócios são transações. Criptomoedas são totalmente articuladas e existem, graças ao blockchain. Porque a parte monetária, transação financeira, é uma transação. Então, o blockchain, diferentemente do que é hoje, ao fazer um contrato é uma transação. Alguém precisa validar no cartório, é uma transação. Eu preciso pegar dinheiro de um banco e passar para outro banco, é outra transação. Com o blockchain, não há necessidade de um centralizador validando, pois a própria rede distribui, automaticamente, todos os registros de forma que não é possível adulterar, fraudar, corromper, já que existem cópias desses registros em vários outros lugares para verificar se aquilo está correto ou não. A tecnologia blockchain tem vasto potencial de possibilidades a serem implementadas, como contratos (smart contracts).


Robótica, corpos de Inteligência Artificial. Nanotecnologia, atua no nível mínimo da matéria e Impressão 3D , cria a matéria.


No Marketing, a Nanotecnologia permite mudar a cor do carro quando estiver com vontade, por exemplo. A depender do seu estado de espírito e humor. Já pensou?! Acordar e dirigir um carro preto para um cerimonial, numa segunda-feira à noite, ou dirigir, um carro branco, para viajar no Réveillon e pular as Sete Ondas para Iemanjá?!


Já a Impressão 3D, possibilita que, ao invés de você comprar produtos, talvez, você produza produtos, imprimindo-os em casa. Atualmente, já é possível imprimir com tecnologia 3D comida, bateria, órgãos humanos mais simples e complexos, como um coração inteiro, vasculação, utilizando tecido humano de coração, para produzir um coração artificial, trazendo debates importantes acerca de transplantes de órgãos, por exemplo.


A Computação Quântica permite uma velocidade, em tempos e proporções inimagináveis, com a computação tradicional. O que demoraria séculos, com o computador quântico tudo é possível mais rapidamente.



Tais tecnologias são os “Carros Chefes” da sociedade. Não se trata mais de tendência, pois elas já acontecem, dando configuração a uma nova realidade, modificando todo padrão de consumo da humanidade.


Os sistemas de softwares já estão sendo implementados para realizar tarefas otimizadas que os humanos realizam, nas diferentes áreas e funções, como: web designer, marketing online, gerentes, contador, jornalista, editor, advogado, doutor, psicólogo e terapeuta.



Tudo o que puder ser digitalizado e automatizado, será. No geral, o ser humano se importa com o todo, mas no individual, o homem sempre vai olhar para o menor custo com a melhor performance. O Uber causou um impacto gigante, ao chegar no mercado, No primeiro momento, todo mundo fica com dó, mas no segundo momento, é mais barato que o táxi. Então, a população acaba adotando aquilo, independente do que aconteça. Sabemos, ao longo da história da humanidade, que não adianta reclamar, tudo que puder ser digitalizado, será!








Para se manter relevante, desde do início da história da humanidade, ser humano e tecnologia, formam um sistema inteligente. Conforme a tecnologia faz o que o ser humano faz, o ser humano tem que fazer aquilo que a tecnologia não faz. E o que a tecnologia não faz? A tecnologia não faz a parte humana: emoção, empatia e ética.


O robô fará tudo o que for automatizado e, em cima dele, colocaremos emoção, empatia e ética. Parece fácil, mas não é. Em emoção, por exemplo, as pessoas estão ficando cada vez mais anestesiadas. Ou seja, as pessoas não tem emoção. Empatia. Sem empatia, como mencionado no artigo de neuromarketing, nós temos o neurônio espelho. A empatia é sentir o que o outro sente, não somente, a simpatia pelos outros. Dando a compreender o lado bom, mas a empatia, é justamente sentir a dor do outro. Quantas pessoas conhecemos, ao conversar no atendimento ao cliente, que parecem robôs?! Não tem empatia nenhuma, a não ser a vontade de estrangular a pessoa do outro lado da linha. Afinal, pouco se compreende, de fato, à experiência do usuário. O psicopata é um perfil que não tem empatia. Então, a empatia torna a gente, humano!


Sem ética, não dá pra ter sociedade, para existir convívio, já que a ética regula o nosso relacionamento. Tanto que a grande dimensão, a grande questão para a inteligência artificial ser evoluída é, justamente, para que evolua com ética e tenha considerações éticas.



Em suma, o que temos que ter em mente? Se a tecnologia consegue realizar uma atividade, temos que abraçar aquela atividade automatizada e fazer o que fazemos de melhor, transformando o que fazemos. A letra era cursiva, passou para a máquina de escrever, foi pro computador e não deixamos de contribuir com nossos aspectos humanos.





Você quer fazer parte do jogo, se manter relevante? Então, seja humano. Tudo está relacionado ao que falamos de experiência, cérebro, propósito, valor. É aí que ganhamos o jogo. Tudo que for automatizado, a máquina faz. O que é o diferencial? O que a máquina não faz. Com o que o humano se encanta? Com o que é de humano: emoção, empatia e ética.


Futuro do Marketing


Qual é a função do ser humano? Estratégia e Criatividade.



Por isso, esta jornada é extremamente importante. Falamos de estratégias. Cada segmentação terá sua implementação. E como marketeira, sou estrategista em analisar quando uma tecnologia ou recurso está obsoleto, em relação a outro. Na vida também! Utilizando isso, com criatividade em cima da máquina, para utilizar o que ela tem de melhor.


Que a Força Esteja em Todos Nós. Amém!


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